Sobre
Espelho de Luz
Uma companhia de teatro nascida de uma escola de autodesenvolvimento.
Antes de existirmos como companhia, já trabalhávamos juntos. Anselmo Sales, Naile Vasconcelos, Samaia Laface e Alessandra Abreu são praticantes do Antigo Novo Método, escola de autodesenvolvimento que usa o teatro como ferramenta de auto-observação. Ali a cena nunca foi um fim em si, e sim o modo de olhar para dentro. Como a rede é internacional, o trabalho já foi levado a diversos países sob a direção de Véronique Ruggia, entre eles a Grécia, onde montamos Nem Mesmo Deus.
O nome veio do que descobrimos fazendo isso. Um espelho não inventa nada, apenas devolve o que está diante dele, e essa é a primeira tarefa da cena, funcionar como espelho da condição humana, para que quem atua e quem assiste se reconheçam nos personagens. Mas um espelho às escuras não mostra nada. É preciso luz.
Gurdjieff descrevia o ser humano comum como uma máquina que repete os mesmos gestos e as mesmas irritações a vida inteira sem jamais vê-los acontecer, porque ninguém está presente no instante em que ocorrem. O palco inverte essa condição. Quem assume um papel deliberadamente sabe, pela primeira vez, que está atuando, e quem sabe que atua consegue observar. É desse encontro entre o espelho e a luz que a companhia tirou o nome.
Ao observar-se, ele lança, por assim dizer, um raio de luz sobre seus processos internos, que até então funcionavam em completa escuridão. E sob a influência dessa luz, os próprios processos começam a mudar.
Com o tempo o grupo ganhou sede em São Paulo e decidimos profissionalizar o trabalho. Daí nasceu a Espelho de Luz, já como companhia, com Alessandra Abreu na direção executiva. O primeiro projeto é um percurso completo. As aulas semanais começam em setembro de 2026 e terminam em dezembro com a montagem de Nem Mesmo Deus, a mesma peça que levamos à Grécia. Quem entra no curso não assiste à peça, está nela.